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Ato solene marca encerramento das comemorações dos 100 anos da ABL

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A programação comemorativa do “ano do centenário” da Academia de Letras da Bahia (ABL) foi encerrada de forma solene na noite do último dia 10, em ato que reuniu a elite cultural do Estado, que lotou o auditório da instituição, no Palacete Góes Calmon, em Nazaré. Intelectuais, acadêmicos, professores, escritores, dirigentes de órgãos ligados à cultura prestigiaram a sessão solene dirigida pela presidente da ABL, professora Evelina Hoisel. Ela falou sobre esse ano de intensas comemorações demonstrando o quanto a Academia está viva, pulsante, aberta, atual, e “conservando a sua essência de ser um espaço para o livre pensar, para o intercâmbio de ideias nesta associação de homens de letras”.
A Academia de Letras da Bahia homenageou a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) e outras 12 instituições – além de cinco personalidades – com o diploma “Amigo Honorável da Academia”. Em seu pronunciamento a acadêmica Evelina Hoisel discorreu brevemente sobre os cursos, seminários oficinas, lançamentos literários que marcaram as comemorações iniciadas um ano atrás. Foram seis livros em parceria com a ALBA (três da coleção Mestres da Literatura), duas revistas e o anuário da instituição. Ela destacou ainda o início de visitas guiadas de alunos de escolas públicas à Academia, a reforma completa do casarão que a abriga, o Palacete Góes Calmon, a integração da entidade à programação do Fórum Social Mundial e a organização do livro “Academia de Letras da Bahia – Um Século de História” a cargo do acadêmico Carlos Ribeiro, lançado ao final da sessão.

Foram homenageados pelos acadêmicos o Governo do Estado, a Assembleia Legislativa, a Prefeitura de Salvador, as secretarias de Cultura e de Ciência e Tecnologia, a Universidade Federal da Bahia, além dos institutos Geográfico e Histórico da Bahia e o Politécnico da Bahia. As fundações Gregório de Matos e Pedro Calmon, igualmente, foram homenageadas, bem como a Casa de Jorge Amado, o Conselho Regional de Engenharia e a Editora da Universidade Federal da Bahia, Edufba. Também receberam o diploma “ Amigo Honorável da Academia” Os senhores Eduardo Morais de Castro, José Vivaldo Mendonça, Gabino Kruschewisk, João Sá e a empresa Concremassa.

Retido pelo prolongamento da sessão plenária que apreciou vetos governamentais, o presidente Angelo Coronel manifestou o apreço que dispensa a “entidade literária máxima da Bahia, uma casa que abrigou nomes como Arlindo Fragoso, Otávio Mangabeira, João Ubaldo Ribeiro, Jorge Amado e Zélia Gattai, e o jornalista Jorge Calmon – parceira da Assembleia no resgate de obras notáveis como a trilogia do São Francisco de Wilson Lins, o Telefone dos Mortos de João Carlos Teixeira Gomes, e tantos outras obras notáveis da coleção Mestres da Literatura da Bahia”. Para o deputado Angelo Coronel, a Academia de Letras da Bahia se reiventa nesse início do Terceiro Milênio, fiel a seu primeiro século de história, marcado pelo respeito à liberdade de pensamento, “valor indispensável a quem se dedica às letras”.
Ele foi representado na solenidade pelo Assessor para Assuntos de Cultura, professor Délio Pinheiro, que lembrou o caráter pioneiro do convênio editorial que une as duas instituições, responsável pelo resgate de quatro dezenas de livros importantes para a formação cultural da Bahia que estavam fora do catálogo das editoras comerciais como Cascalho”, de Herberto Salles, e “Porto Calendário” de Osório Alves de Castro – este com lançamento previsto para maio, depois de mais de meio século após a sua última edição.

UM SÉCULO DE HISTÓRIA

Coube ao acadêmico Carlos Ribeiro falar sobre o livro comemorativo, um trabalho de pesquisa e edição primoroso, editado pela Edufba e impresso com apoio da Secretaria de Ciência e Tecnologia, uma pesquisa acadêmica que contém a história da instituição nesses “primeiros 100 anos”. Coordenador editorial do projeto, ele considera o volume como um acontecimento histórico, num estado que cuida tão mal de suas instituições. Lembrou do trabalho abnegado de seus companheiros nesse projeto, os acadêmicos Roberto Santos, Aramis Ribeiro Costa, Paulo Ormindo, Suzana Alice Marcelino Cardoso e Edivaldo Boaventura, que pesquisaram, coletaram documentos dispersos e contaram, com primor, a história da “nossa casa, também ela imortal (não fisicamente), mas pelo que representa”.

A sessão foi encerrada com a entrega, pelo professor Edivaldo Boaventura, de um ramo de rosas vermelhas à presidente da Academia, Evelina Hoisel, em reconhecimento ao trabalho bem executado nesse ano de comemoração da efeméride. Participaram da sessão solene os presidentes das fundações Pedro Calmon, Zulu Araújo, e Gregório de Matos, Fernando Guerreiro; a diretora da Fundação Casa de Jorge Amado, Angela Fraga, a ex-reitora da Ufba, Dora Leal Rosa; o presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, Eduardo Morais de Castro, escritores como Fernando Perez, Oleone Coelho Fontes e Florisvaldo Mattos entre outras personalidades do mundo cultural da Bahia.
Arquivo/Agência-ALBA
  • Publicado em: 12/04/2018
  • Setor responsável: ASSESSORIA COMUNICACAO SOCIAL
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