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Comissão promove debate sobre 130 anos da Abolição da Escravatura

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A audiência pública para debater o tema “Brasil, 130 anos do Fim da Escravização Oficial?” foi realizada ontem pela manhã pela Comissão Especial da Promoção da Igualdade, presidida pelo deputado Bira Corôa Lula (PT), reunindo representantes de várias entidades ligadas ao tema e autoridades em geral.  Oficialmente, no último dia 13 deste mês, foi comemorado os 130 anos da Abolição da Escravatura, sendo o Brasil o último país a  tomar esta medida. 

A escravidão no Brasil era realizada com os negros africanos, trazidos nos porões dos navios negreiros. Em função das péssimas condições da viagem, muitos morriam durante o trajeto. Após desembarcarem no Brasil eram comprados como mercadorias por fazendeiros e senhores de engenho, que os tratavam de forma cruel e muitas vezes violenta.

Foi somente em 13 de maio de 1888, através da Lei Áurea, que a liberdade total e definitiva finalmente foi alcançada pelos negros brasileiros. Lei assinada pela Princesa Isabel. Entretanto, a luta pela erradicação do trabalho escravo continua. Este ano, os fiscais do Ministério do Trabalho já resgataram 288 trabalhadores em situações equivalentes à escravidão.


O  deputado Bira Corôa fez questão de destacar que “abria a audiência com muita responsabilidade, dignidade e o compromisso de que a luta ainda precisa da participação de todos”. O parlamentar convidou para compor a mesa dos trabalhos, a secretária de Promoção da Igualdade Racial, Fabya Reis, parceira na realização da audiência; o desembargador Lidivaldo Britto, representante do Tribunal de Justiça; a promotora Lívia Santana Vaz, representante do Ministério Público e o professor e pesquisador Antônio Cosme, da Universidade do Estado da Bahia (Uneb). A promotora Lívia Santana ressaltou que não se tem o que comemorar e tratar a abolição como se fosse “uma dádiva da Princesa Isabel. Essa abolição falsa e inacabada. Debatemos a necessidade de continuar repensando o que é essa falsa abolição”.

LUTA

A secretária Fabya Reis, por sua vez, enalteceu os debates sobre o tema e enfatizou que “essa é uma luta do povo negro, debatendo também as conquistas com as políticas de igualdade racial, combatendo principalmente o racismo, a intolerância religiosa e a violência contra a mulher negra que ainda é muito forte”.

 O deputado Bira Corôa  destacou e agradeceu a parceria com a Sepromi para realização dos debates na Assembleia Legislativa, “pois a comemoração da abolição da escravatura faz parte da conjuntura constitucional e apesar das grandes conquistas com políticas afirmativas dos governos federal, antes do golpe, e estadual ainda hoje estamos enfrentando debates, embates e resistência para o fim de fato da escravatura no país”.

O parlamentar ainda ressaltou que foi um momento ímpar para a história da Assembleia debater a situação da escravatura e lembrou o Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro, quando se volta a discutir especialmente a importância da mulher negra no contexto da política internacional. Ao final do evento os representantes dos movimentos negros e outras instituições solicitaram ao deputado Bira Corôa Lula que a Comissão Especial da Promoção da Igualdade seja transformado num colegiado permanente, uma antiga reivindicação dessas comunidades.

NeusaMenezes/Agência-ALBA
  • Publicado em: 16/05/2018
  • Setor responsável: ASSESSORIA COMUNICACAO SOCIAL
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