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Desembargador Sérgio Cafezeiro é homenageado na Assembleia
Por iniciativa do pedetista Euclides Fernandes, magistrado recebeu o Título de Cidadão Benemérito da Liberdade e da Justiça Social João Mangabeira

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A música instrumental “Tema da Vitória”, consagrada nos triunfos do piloto brasileiro Ayrton Senna, foi a trilha sonora escolhida pelo desembargador Raimundo Sérgio Sales Cafezeiro para adentrar no Plenário Orlando Spínola, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), onde recebeu o Título de Cidadão Benemérito da Liberdade e da Justiça Social João Mangabeira. A honraria foi proposta pelo deputado Euclides Fernandes (PDT). A sessão especial, realizada na tarde de ontem (5), foi marcada pela emoção do homenageado, natural da cidade de Jequié. O presidente da ALBA, deputado Angelo Coronel (PSD), dirigiu os trabalhos.
 
Sérgio Cafezeiro recebeu a homenagem das mãos da filha Juliana Cafezeiro. Em seu discurso, o desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia não segurou o choro por diversas vezes, relembrou sua trajetória na carreira jurídica e fez questão de destacar a influência da mãe Déa Maria Sales Cafezeiro e do seu pai Raymundo Cafezeiro, ex-deputado estadual. Com voz embargada, disse sentir uma emoção fora do comum ao recordar-se de todo o caminho trilhado na advocacia, área à qual declarou seu amor. “Eu tenho uma verdadeira paixão pela advocacia e não escondo. Quando falo da advocacia, me vem tantas lembranças boas, tantas amizades que fiz. Trazendo à baila o meu amigo Bell Marques, ele não imaginava, eu só me lembro de uma música que ele canta muito bem de cima daquele trio e que eu pulo, grito, vibro, e que diz o seguinte: ‘É pena que esse amor não pode eternizar. Então, diga que valeu, o nosso amor valeu demais. Foi lindo, ficou para trás. Então, diga que valeu. O nosso amor valeu demais’. É o que eu posso, nesse momento de emoção grande, falar para os meus amigos, colegas de ontem e grandes amigos de hoje, advogados e advogadas”.

O magistrado recordou a forma como entrou para a magistratura no Judiciário baiano em novembro de 2015 e agradeceu pelo reconhecimento. “Ingressei na magistratura, com muita honra, pelo quinto constitucional. A responsabilidade da escolha me obriga a exercer esse excepcional mister, com independência, coragem e determinação. Minha maior recompensa é o reconhecimento de todos, sem distinção de nível social ou raça, porque não existe raça branca, amarela, negra ou indígena, já que pertencemos todos a uma única raça, a raça humana”.

Ao agradecer pelo título, Sérgio Cafezeiro fez questão de compartilhar a alegria. “Quero dividir com vocês essa honraria. Gostaria, também, e me permitam meus colegas desembargadores, de dividir com meus amigos, com Jequié, minha cidade querida e amada, com os advogados, com a comunidade em geral, com aquele amigo meu lá de Jequié que lavava o meu carro, o Hugo. Porque é muito importante para mim, essa honraria”, listou. “A medalha João Mangabeira tem um significado especial para os que amam o direito e exercem, com responsabilidade, a advocacia, a magistratura, o Ministério Público e todas as demais atividades profissionais congêneres. João Mangabeira, apesar de pertencer a uma família numerosa, de parcos recursos financeiros, ingressou na Faculdade de Direito aos 13 anos  e concluiu o curso aos 17 anos, tendo escolhido Ilhéus para iniciar na advocacia, ainda muito jovem”, descreveu o desembargador.

Sérgio Cafezeiro frisou, ainda, que exerce a magistratura de forma feliz, pois alia o dever cívico de julgar seus jurisdicionados com isenção absoluta, aplicando a cada caso sempre o melhor direito. O desembargador também defendeu que o Judiciário tenha papel de independência no cumprimento do seu dever. “Quando não independente, como acontece nos países de governos autoritários, a cidadania vale bem menos que um rolo de papel higiênico jogado no lixo”, comparou.

Autor da proposta que resultou na homenagem a Sérgio Cafezeiro, o deputado Euclides Fernandes destacou que a honraria foi aprovada no Legislativo por unanimidade pelos parlamentares em forma de reconhecimento pela dedicação do desembargador às causas humanas e sociais ao longo da carreira profissional e pessoal. “Nestes longos anos de advocacia, Raimundo Sérgio Sales Cafezeiro sempre se pautou pela lisura, mantendo sua ilibada reputação sem manchas. Procurando defender o que considerava justo, líquido e certo. Mesmo em questões polêmicas, nunca deixou que as questões extrapolassem as raias dos tribunais, mantendo e ampliando suas amizades e admiradores”, elogiou o legislador.

“Por se tratar de um homem de caráter ilibado, verdadeiro nas suas decisões e um amigo leal e íntegro, estou convicto de que permanecerá na luta por uma Justiça mais justa e buscando seu principal desejo: que a Justiça esteja sempre de portas abertas para aqueles que necessitam”, enfatizou Euclides Fernandes.

Além de Sérgio Cafezeiro, Angelo Coronel e Euclides Fernandes integraram a mesa da cerimônia o secretário estadual de Administração Penitenciária e Ressocialização, Nestor Duarte Neto, representando o governador Rui Costa; o desembargador Baltazar Miranda Saraiva, representando o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, Gesivaldo Britto; a procuradora de Justiça Márcia Virgens, representando a procuradora geral de Justiça, Ediene Santos Lousado; o conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e presidente eleito da OAB-BA, Fabrício Castro; a presidente da Associação dos Magistrados da Bahia (Amab), juíza Élbia Rosane Souza de Araújo; o vereador Ramon Ferraz, representando a Câmara Municipal de Jequié; e a vereadora Ana Rita Tavares, representando a Câmara Municipal de Salvador.

JulianaAndrade/Agência-ALBA
  • Publicado em: 05/12/2018
  • Setor responsável: ASSESSORIA COMUNICACAO SOCIAL
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