Segunda-feira , 30 de Novembro de 2020

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Euclides pede providências a Paulo Guedes quanto à demissão de bancários

Publicado em: 19/11/2020 21:48
Setor responsável: Notícia

O deputado Euclides Fernandes (PDT) criticou a demissão progressiva de servidores de agências bancárias no País. Por meio da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), o parlamentar indicou ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e ao presidente do Banco Central, Roberto Campos, a realização de ação conjunta para coibir os desligamentos que têm sido justificados pelos sucessivos fechamentos dos caixas de atendimento ao vivo. 


Segundo Euclides Fernandes, a substituição demasiada de funcionários por caixas eletrônicos poderá vir a gerar, em pouco tempo, mais uma crise de desemprego. “O mercado está praticamente parado, e esses demitidos não terão onde buscar novo emprego. Isso aumentará consideravelmente o percentual de desemprego. Além do mais, a rede bancária é um dos principais empregadores do País”, analisou.


Ainda de acordo com o legislador, em Salvador, os bancos Itaú e Santander têm liderado o procedimento de substituição de funcionários por máquinas. “Algumas agências já não têm mais caixas de atendimento. Todas as operações são pelo caixa eletrônico. Acredita-se que seja consequência de idênticas ações que estão sendo procedidas na Europa e nos Estados Unidos. Porém, há que se considerar que as gerações acima de 45 ou 50 anos não estão familiarizadas com as operações em caixas eletrônicos, causando transtornos a muitos clientes”, pontuou. 


Para o deputado, as ações via internet e computadores foram desenvolvidas de maneira demasiadamente célere, o que fez com que pessoas com atividades em outros setores não tivessem oportunidade de acompanhar esse progresso eletrônico, ficando assim dependente de terceiros para operar as máquinas. Fernandes ainda ponderou a ação dos bancos pelo fato de o Brasil estar ultrapassando uma crise sanitária de grandes proporções. 


“Há, ainda, que considerar a pandemia do Coronavírus, que vem causando transtornos em todos os segmentos da economia, e não é possível que se fique de braços cruzados enquanto os bancos, visando apenas o lucro operacional, hajam sem nenhuma consciência para a atual situação”, concluiu.




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